Iconografia atomística e o papel da imagem segundo Gaston Bachelard

Lídia Queiroz

Resumo


O artigo tem como pano de fundo a ideia da visualização do invisível da matéria segundo as perspectivas epistemológicas de Gaston Bachelard relativas ao atomismo e nele a autora explora o paradoxo da utilidade das imagens a partir de várias obras do filósofo.

Embora a iconografia atomística apareça apenas no final do século XVI, "todo um mundo mesclado de imagens e razões estaria (...) já, em potência, nas primeiras doutrinas do atomismo" – conforme afirma Bachelard, em Les intuitions atomistiques (Essai de classification). Segundo o filósofo, da metafísica da poeira ao atomismo contemporâneo, o homem vai "a caminho de um conhecimento do impalpável e do invisível". Contemporaneamente, o átomo não é uma coisa e também não é uma imagem.


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