PESSIMISMO E EUDEMONOLOGIA: SCHOPENHAUER ENTRE PESSIMISMO METAFÍSICO E PESSIMISMO PRAGMÁTICO | Debona | Kriterion: Revista de Filosofia

PESSIMISMO E EUDEMONOLOGIA: SCHOPENHAUER ENTRE PESSIMISMO METAFÍSICO E PESSIMISMO PRAGMÁTICO

Vilmar Debona

Resumo


Como entender uma teoria da felicidade enquanto sabedoria de vida, elaborada a partir de noções como as de uso prático da razão e de caráter adquirido, no pensamento do grande metafísico pessimista que certamente foi Schopenhauer? O presente artigo sustenta a hipótese de que o pessimismo schopenhaueriano pode ser melhor compreendido se considerado, por um lado, como um pessimismo metafísico, e, por outro lado, como um pessimismo pragmático. Para tanto, procuro mostrar em que medida a consideração da peculiar eudemonologia de Schopenhauer é fundamental para uma compreensão integral de seu pessimismo.


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